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BH ensina jovem a falar de Aids com jovem
Prefeitura de Belo Horizonte oferece programa que dá treinamento a pessoas para abordar formas de prevenção do HIV com seus pares
Crédito: Prefeitura de Belo Horizonte/Divulgação
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Prêmio ODM abrange de Aids a mata ciliar

Agressores se juntam para não agredir mais
OSMAR SOARES DE CAMPOS
da PrimaPagina

Como tratar de um assunto difícil, a prevenção da Aids, de forma eficiente com os diversos grupos que formam a sociedade? Para a prefeitura de Belo Horizonte, a resposta é relativamente simples: dar formação a profissionais do setor de saúde e, principalmente, a pessoas comuns, para que elas abordem o tema junto a seus pares, ou seja, jovens com jovens, mulheres com mulheres, homens com homens, homossexuais com homossexuais.

Lançado em 2000, o programa "BH de Mãos Dadas Contra a Aids" oferece subsídios para o debate de maneiras para evitar situações que podem levar à vulnerabilidade, como a violência doméstica, o consumo de drogas, uma relação incorreta com a sexualidade e as diversas formas de preconceito, como o sexual, o racial, o de gênero ou contra o portador do vírus HIV. Os grupos treinados recebem cartilhas, livretos, fôlderes, cartazes, todos desenvolvidos pelo projeto, além de preservativos, para que possam multiplicar o conhecimento adquirido nas aulas, dadas por profissionais da área de saúde.

Há dois tipos de capacitação: uma oferecida a profissionais de unidades básicas de saúde, com um curso de 20 horas; e outra, para os mais diversos grupos da população, que podem incluir alunos da educação básica, prostitutas, homossexuais, idosos, líderes comunitários, entre outros. A idéia é que esse segundo grupo atue junto a seus pares, usando suas linguagens, seus trejeitos, para levar a mensagem da melhor maneira possível. Por isso, nesse caso, as aulas variam de 40 a 60 horas, dependendo das características de cada grupo.

"Procuramos nos adequar à necessidade daquela população, não chegamos com um formato enlatado", explica a coordenadora do Programa DST/Aids na Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Carmem Mazzilli. Um dos principais diferenciais do projeto é a idéia de fazer com que os participantes trabalhem com pessoas em circunstâncias idênticas, acredita Carmem. "Na medida que formamos esses multiplicadores para estar refletindo sobre seu cotidiano, elas vão identificar situações de risco com mais facilidade. Um adolescente falando com outro é mais eficaz do que o professor com eles. A comunicação é melhor, eles vão abordar situações que só eles vivenciam", acrescenta.

Outra característica importante para que o programa funcione é usar serviços já existentes na cidade, de forma a torná-lo menos pesado aos cofres públicos. "Nós não ficamos criando demandas. Chegamos no lugar e vemos o que é oferecido ali e nos adaptamos", diz Carmem. "Por exemplo, já existe um projeto que é o Agente Jovem, por que eu vou trabalhar com outros jovens e deixar de fora quem já está engajado e recebe para fazer projetos sociais? Na escola é a mesma coisa. A gente vai trabalhando com o que já existe."

Uma dificuldade é medir os resultados do projeto em um universo tão grande — de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2007, a população da capital mineira era de 2.412.937 habitantes. Atualmente, o "BH de Mãos Dadas" consegue avaliar apenas as escolas de ensino básico, que é um dos principais focos do programa. "Monitorar a formação é tranqüilo, você faz um pré-teste, um pós-teste, acompanha um pouco o aluno e vê o resultado", afirma Carmem. "O grande desafio é monitorar o trabalho que é feito na ponta, por causa do tamanho desse monitoramento, do projeto e da cidade", diz, acrescentando que, para garantir o aprendizado dos agentes multiplicadores, existem encontros periódico para reciclagens.

Os resultados do "BH de Mãos dadas Contra a Aids" fizeram com que a prefeitura de Belo Horizonte ficasse entre os 20 projetos que receberam o Prêmio ODM Brasil 2007, uma iniciativa do governo federal e do PNUD que destacou em maio as práticas de prefeituras e organizações sociais que ajudam o país a avançar nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, uma série de metas de caráter social e humanitário que os países das Nações Unidas têm de atingir até 2015.



- Postado por: Delmir Rildo Alves às 16h20
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Agressores se juntam para não agredir mais
Projeto em Diadema coloca em uma mesma roda homens acusados de violência contra mulher, para que discutam e mudem atitudes

Reportagens

Diadema, 28/07/2008
Agressores se juntam para não agredir mais
Projeto em Diadema coloca em uma mesma roda homens acusados de violência contra mulher, para que discutam e mudem atitudes

Crédito: Prefeitura de Diadema/Divulgação
Casa Beth Lobo
A Casa Beth Lobo existe desde 1991 e hoje integra uma série de projetos, que incluem, além do grupo de discussão de maridos agressores, oficina de teatro, cursos de artesanato e aulas de ioga. Além das atividades ocupacionais, a casa oferece apoio jurídico, psicológico e social para mulheres vítimas de violência doméstica. Em média, a casa recebe 40 novos casos todos os meses.
Leia também
Teatro é arma contra violência à mulher

Cidade debate racismo com canção popular
OSMAR SOARES DE CAMPOS
da PrimaPagina

Reunir maridos agressores em uma mesma roda para discutir suas idéias e atitudes pode ser o caminho de saída de um problema que afeta muitas famílias em Diadema, na Grande São Paulo. É nisso que aposta a Casa Beth Lobo, projeto social que está implantando no município um tipo de "terapia coletiva" que coloca, em uma mesma sala, homens com histórico de violência doméstica para debater o assunto.

O objetivo é, por meio das conversas direcionadas, eles se dêem conta de que bater nas mulheres (ou mesmo nos filhos) é um comportamento socialmente reprovado. "Fazemos uma roda e discutimos assuntos corriqueiros, como foi a semana deles, por exemplo", conta o psicólogo e sociólogo Flávio Urra, responsável por conduzir as conversas no chamado Projeto Masculinidade, lançado no final de 2006. "Aos poucos, vamos dirigindo a discussão para as questões de direitos humanos e de rompimento da violência."

Esse é uma dos três trabalhos (leia notícias ao lado) que colocaram a Casa Beth Lobo — Centro de Referência da Mulher em Situação de Violência Doméstica entre os 20 projetos vencedores do Prêmio ODM Brasil 2007, uma iniciativa do governo federal e do PNUD que destacou práticas de prefeituras e organizações sociais que ajudam o país a avançar nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

Os encontros são semanais — atualmente, ocorrem nas tardes de quarta-feira. Os participantes chegam ao projeto por meio de indicação de mulheres que freqüentam a casa, de pessoas da comunidade ou recomendação de órgãos públicos, como tribunais ou unidades básicas de saúde. A iniciativa enfrenta, contudo, uma grande resistência de seu público alvo — os grupos não tiveram mais de sete participantes e muitos homens acabam abandonando-a no meio do percurso.

"Geralmente, quem freqüenta pensa que vai ter algum ganho no grupo — dificilmente é uma coisa espontânea", afirma Urra. "Na cabeça dele, ele tem o privilégio de bater na companheira, o poder de sair com outras mulheres, chegar à hora que quer em casa. Ele tem uma série de poderes que nós questionamos. Falamos de distribuição de tarefas em casa, cuidar de filho. Não é fácil convencê-los", acrescenta.

Apesar das dificuldades, Urra, que já participou de experiência semelhante em outra cidade do ABC, Santo André, avalia que há efeitos positivos no longo prazo. "Com o tempo, esse tipo de trabalho tem resultado. Em um ano, um ano e meio, os efeitos começam a aparecer", afirma. "Após quatro meses em que o homem freqüenta o grupo, começa uma mudança no discurso. O homem tem aquela coisa: ele quer ser aceito, respeitado no grupo, que a posição dele seja ouvida. No começo o sujeito tinha uma posição radical em questões como pena de morte, por exemplo. Depois de um tempo, ele começa a tocar em questões que envolvem religião, falar sobre Bíblia e ir por caminhos mais humanos."

Urra defende que projetos como este de Diadema virem política pública. Ele cita a Lei Maria da Penha, que estabelece penas mais pesadas para casos de violência doméstica e prevê, em seu artigo 35, "centros de educação e de reabilitação para os agressores". "O que nós fazem aqui é uma parceria, um trabalho voluntário. O ideal seria que se criasse uma política pública voltada ao trabalho com os agressores", completa.

 



- Postado por: Delmir Rildo Alves às 16h17
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style="left: 691px; WIDTH: 147px; POSITION: absolute; TOP: 346px; HEIGHT: 17px"> Olá blz Olá blz